Num país acostumado a elaborar leis e trancá-las nas gavetas, temos razões de sobra para estar atentos aos propósitos dos legisladores mas também para agradecer aos colaboradores quase anônimos- posto que não fazem alarde – pela luta que travam nos bastidores em defesa da Zona Franca de Manaus. É o caso do ministro Marcos Troyjo, secretário especial do Comércio Exterior e Relações Internacionais do Ministério da Economia, que mencionou – numa entrevista à revista Exame, no mês passado, as mudanças de incentivo para produção industrial. Disse, entretanto, bem claramente que isso não seria o caso da Zona Franca de Manaus. “Este programa de desenvolvimento está vinculado a um outro modelo histórico, de ocupação daquela região, e é algo que vai ficar juridicamente conosco durante muito tempo.”

Orientado para defender o modelo ZFM

Curioso, nesse episódio, é que a revista Exame tinha publicado o contrário do que ele dissera, dentro daquela lógica de combate diuturno à economia do Amazonas, muito comum na mídia do Sudeste. Troyjo, ao se deparar com a distorção, depois de pedir da revista imediata correção, ligou para o coronel Alfredo Menezes e para o deputado Serafim Corrêa, que já havia espinafrado o secretário de Relações Internacionais na tribuna da Assembleia do Amazonas. E mostrou o lado verdade de sua manifestação e orientação para preservar a ZFM.

Quem trabalha e quem atrapalha

Sempre é bom lembrar que temos dois grupos distintos de força política em constante litígio ideológico: Um que se apoia nessas leis para punir os malfeitos e outro que se debruça para encontrar formas de que esses mesmos malfeitos não sejam penalizados. Por isso, a ZFM virou um prato cheio de disputa entre os que a defendem e os que fingem que a defendem. Eis porque corremos sérios riscos de sobrevivência se nos afastarmos das tábuas da Lei que nos sustentam . Desse ponto de vista, tem repetido o superintendente da Zona Franca de Manaus, Coronel Menezes,”… para continuar atraindo investidores, em iniciativas do tipo INVESTZFM, temos que mapear para separar o joio e o trigo, saber quem trabalha e quem atrapalha, quem agrega e quem espalha cizânia para se dar bem.”

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Por Mário Bakunin