Dados do índice de atividade econômica (IBC-BR) apontam que o amazonas cresceu 4,6% em 2019, em termos de atividade econômica, em relação a 2018, ficando acima da média nacional (+0,89%) e ainda que, diante de outros centros econômicos do país, o estado esteve à frente de São Paulo (+2,75%), Santa Catarina (+2,54%), Goiás (+2,29%) e Paraná (+2,10%).
Com 7,9%, o varejo amazonense esteve acima da média brasileira que era de (+1,8%), ficando apenas atrás do amapá e Santa Catarina com (+16%) e (+8,6%) respectivamente. Já a manufatura, em 2019, esteve à frente de Tocantins (+3,4%) e São Paulo (+3,3%), na qual conquistou o melhor número nacional acumulada (+4%), e no caso dos serviços, registrou-se (+3,9%), com aumento elevado à do setor em todo o país (+1%).
Já próximo do final do ano o a economia do estado perdeu fôlego, o IBC-BR nacional, apontou queda de 0,27% na variação mensal e alta de 0,46% sobre dezembro de 2018.
O presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado do Amazonas (Fecomercio-am), Aderson Frota, diz que esses números são representativos para a geração de empregos no estado.
“O resultado que está aí confirma o que já dizemos há muito tempo. Embora seja tratado como ‘patinho feio’, o comércio do amazonas é o que mais emprega, sendo responsável pela geração de praticamente 400 mil empregos no estado, além de ser o setor que recolhe mais impostos. O seguimento de serviços vem crescendo também, graças à terceirização e às mudanças da reforma trabalhista. São dados que confirmam a importância do setor e sua contribuição para consolidar a economia do estado em seu papel na manutenção da floresta amazônica”, asseverou.
Vocação e sensibilidade
Já a avaliação do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e presidente do Sindicato das Indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico de Manaus, Nelson Azevedo, é de esperança e racionalidade. Ele diz que aguarda um melhor desempenho em 2020, mas que os números do amazonas e da manufatura local não surpreenderam o PIM, mesmo com todas as problemáticas que a economia e a política vem atravessando, e claro, com um fator preocupante que é o alerta para o coronavírus
“Todos já sabíamos e sentíamos que teríamos um resultado positivo. Crescemos mais rápido que o brasil porque somos mais vocacionados para atender o mercado interno e mais sensíveis às melhoras econômicas do país. Nossa expectativa é que este ano seja melhor ainda, apesar desses problemas todos com o coronavírus. Em minha fábrica, venho atendendo muitas empresas novas e sentindo o retorno de clientes antigos, querendo nacionalizar componentes, em virtude do dólar mais alto”, afirmou.