Há uma boataria sobre a provável remoção da contrapartida fiscal do setor de Concentrados após o dia 30 de novembro, data do encerramento do prazo que o governo federal estabeleceu como vigência dessa vantagem de 8% concedida às empresas. E mais: pessoas que durante décadas se locupletaram dessa insegurança jurídica trama a todo instante para aumentar a tensão entre as empresas no PIM e o governo federal.
Em clima de Coronavírus, a classe política local deveria estar cuidando de ajudar seus eleitores a cumprir as recomendações do Ministério da Saúde. “O Polo de Concentrados vai permanecer em Manaus por compromisso do presidente Jair Bolsonaro”, afirmou peremptoriamente o titular da Suframa, Coronel Alfredo Menezes, o nosso Menezão, nascido na Compensa e criado no bairro do Alvorada.

Investzfm: Economia, agroindústria, inovação e ecologia

Menezão não deixou barato. E de cara, na última sexta-feira, à frente do programa da Junha Januária, na na BAND; deu três razões substantivas para isso: o segmento de concentrados, liderados pela Recofarma, que trouxe a Coca-Cola para a Amazônia, é o único que demanda um forte componente de trabalhadores no interior do Estado. Além dos empregos, estimados em 8 mil, este Polo distribui parte robusta de sua receita para promover a cultura e o folclore regional, as startups de bionegócios, sempre foçadas na biodiversidade Amazônia. De quebra, faz dessas intuições empreendedoras, os novos negócios na área de sucos e bebidas não-alcoólicas, extremamente nutritivas e funcionais. Finalmente, o Polo de Concentrados, o que mais exporta no Polo Industrial de Manaus, leva a grife industrial sem chaminés amazônica, associando economia harmoniosamente à ecologia.

De olho na floresta

“Enquanto houver Zona Franca de Manaus teremos soberania brasileira em relação à Amazônia”, a frase é do presidente Jair Bolsonaro, mas para Alfredo Menezes a afirmação traduz o compromisso do presidente com nossa terra. E nesse contexto, é que este modelo de acertos, o programa ZFM de desenvolvimento vai ser resguardado na Reforma Tributária, pois se trata de uma política de Estado, criada estrategicamente para integrar a Amazônia ao resto do Brasil. Ele já mostrou que se sente atraído pelo mistério Amazônia e não vai tirar o olho da Hileia. Falou e disse.