A situação econômica do país vem se deteriorando a cada dia. A valorização do dólar perante o real é bem maior do que ocorre com a moeda de outros países. Os investimentos externos desviam sua trajetória do Brasil, com a saída superior a US$ 60 bilhões direcionados para outras economias mais confiáveis. De julho de 2019 a maio de 2020, a nossa moeda sofreu desvalorização frente ao dólar acima de 40% e, mesmo assim, não tivemos resultados melhores na atração de investimentos, nem nas exportações.

Esses dados são desoladores e desperta receio pelo nosso futuro econômico, potencializado em decorrência da pandemia do SARS-CoV-19. O recuo de 1,5% do PIB no primeiro trimestre, ao que tudo indica, poderá ser pior no segundo. É importante que se arrefeça o embate político e que haja ações bem coordenadas, para superarmos essa crise ou, pelo menos, minimizarmos as perdas, pois sabemos que o vírus não irá embora tão cedo.

Aqui, em Manaus, de acordo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), até a última quinta-feira a taxa de ocupação de leitos de UTI para covid-19 era de 69% e, para UTI não covid, de 65%. A mesma fonte divulgou que na sextafeira, 29 de maio, foram confirmados em Manaus 17.492 casos de contaminação e 1.349 óbitos.

Em todo o Estado, até quinta-feira, haviam sido recuperados 28.780 pacientes e pela primeira vez, no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, não havia pacientes na Sala Rosa.
Esses números ainda não nos trazem tranquilidade, mas demonstram uma
melhora no combate à pandemia.

Por isso, o Governo do Estado decidiu estabelecer o retorno gradativo das atividades econômicas que estavam suspensas, mediante uma programação organizada, que resulte em efeito positivo. Como era de se esperar, há opiniões divergentes, inclusive entre
especialistas, porém, precisamos nos ajustar e conviver com esse vírus de forma segura, com medidas adequadas para que as pessoas tenham a menor chance possível de se infectar e que, quem puder, fique em casa e/ou saia o mínimo possível.

Devemos manter um processo de corresponsabilidade, tomando medidas de segurança, seguindo protocolos apropriados, com o Governo fazendo a devida fiscalização, para podermos dar uma melhor dinâmica as atividades econômicas. Estimase que 40% da população da capital cumpriram o isolamento domiciliar e agora devem estar ansiosos para ter um pouco mais de mobilidade, diminuindo esse percentual, entretanto, é recomendado que as pessoas que têm um risco maior de contaminação grave permaneçam em isolamento social.

Nesse momento de dificuldades, são indispensáveis as medidas de preservação do bem mais precioso, a vida, e que a retomada gradual das atividades alcance os objetivos que desejamos, quais sejam, a superação dos riscos dessa pandemia e a recuperação da economia. Ontem, voltamos a funcionar na FIEAM, com escalonamento dos colaboradores e medidas de prevenção rigorosas. Pedimos que Deus nos proteja e Maria interceda por nós.