Durante a última mesa redonda “Polo Industrial de Manaus e bionegócios: Há conexão?”, no segundo dia da Expo de Bionegócios do Amazonas, o senhor José Rainilton, da RYMO, destacou a importância do Polo Industrial de Manaus, principalmente o faturamento e a força de trabalho gerada, algo próximo a 100 mil empregos diretos ou indiretos. Ele também ressaltou que apesar da força do Estado do Amazonas quanto a disponibilidade de biodiversidade, ainda somos muito pequenos no fomento e desenvolvimento de bioprodutos.

Fabio Calderaro do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), relatou sobre a imponência do nome e da biodiversidade da Amazônia diante do cenário mundial. Ele destaca que apesar da importância do PIM, ainda há pouca distribuição dos incentivos para outros municípios além da capital Amazonense.

Calderaro demonstrou que em outros países há o desenvolvimento de produtos com alto valor agregado, enquanto no Brasil ainda há falta de inovação e intensidade tecnológica. Segundo o mesmo, deve-se agregar valor aos produtos, principalmente do Estado do Amazonas, como o açaí, tucumã, cupuaçu, etc.

O diretor do CBA destacou a importância de prospecção das empresas da região, seguido da identificação de quais mercados atuar no desenvolvimento de bionegócios, para então haver uma organização e aprimoramento das agroindústrias e do cooperativismo, resultando na estruturação do setor de bioprodutos do Amazonas.

Wilker Barreto, Deputado Estadual, destacou que o modelo econômico da Zona Franca de Manaus deve ser seguindo e fortificado com politicas públicas. Ele enfatizou que devemos repensar a forma de fortalecer o modelo Zona Franca e as outras cadeias de bionegócios do Amazonas.

Barreto destacou a importância do PIM, seu faturamento e a geração de empregos. Segundo ele as outras formas de desenvolvimento incluindo o setor de bionegócios deve ser auxiliares ao desenvolvimento, principalmente do interior do Estado.

Wanessa Nascimento, doutoranda da Universidade Federal do Amazonas finalizou o debate destacando a semente que foi plantada durante a última mesa redonda como um marco inicial para novos debates sobre a importância do PIM e o desenvolvimento do setor de bionegócios do Amazonas.