Para oferecer subsídios ao vice-presidente da República em sua missão dada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, ao general Hamilton Mourao, na implantação do Conselho da Amazônia, o coronel Alfredo Menezes desencadeou uma porção de medidas administrativas. Uma delas é abrir as portas da Suframa para nossos cientistas de peso. A ordem é oferecer ao Conselho nossos melhores cérebros, especialmente aqueles que enxergam com clareza e resultados a conexão entre pesquisa, desenvolvimento e mercado, para oferecer as comunidades alternativas sustentáveis de negócios que elevem o padrão econômico e a qualidade de vida de nossa gente. 

 

A AMAZÔNIA E O CLIMA

Esses cientistas e empreendedores da inovação vão responder a algumas questões vitais para a região. Qual é a importância econômica da floresta amazônica na busca do equilíbrio climático da Terra, por exemplo? Eis a pergunta da hora que o Brasil precisa responder para consolidar seu protagonismo ambiental na comunidade internacional. Faz pouco tempo, numa parceria com o governo japonês – um país que enxerga na Amazônia as respostas para as grandes demandas climáticas da Terra – o Brasil cumpriu uma etapa robusta dessas investigações, que durou 4 anos, através do projeto Dinâmica do Carbono da Floresta Amazônica, CADAF, da sigla em inglês.

 

NIRO, O PRÊMIO NOBEL DA TRIBO

A rigor, este é um serviço ambiental da maior relevância. O coordenador da pesquisa, o climatólogo pós doutorado Niro Higuchi, mais de três décadas de pesquisas, prêmio Nobel da Paz em 2009, junto com as estrelas do IPCC da ONU, assegura que a Amazônia sequestra 20 bilhões de toneladas de carbono e outros entulhos do efeito estufa. Sabe quanto a região ganha por isso? Nada! E esta precificação de serviços ambientais vai dar robustez ao discurso público do Conselho da Amazônia. Niro é o pesquisador chave para subsidiar essa iniciativa. 

 

CONHECIMENTO VITAL PARA I BRASIL 

Entre altos e baixos da timidez dos financiamentos de pesquisa, o Inpa, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, está pilotando/consolidando estes dados desde 1998, com parceiros internacionais. E já consolidou um sistema de inventário florestal contínuo para o Estado do Amazonas, com abundância de informações que demandam mais informações e elucidações vitais. Uma delas é metrificar a dinâmica alimentar deste organismo chamado bioma Amazônia que fixa com vinte bilhões de tonelada de carbono, o dobro das emissões do planeta a cada ano. Quem é que sabe disso?