Empreendedores de negócios sustentáveis interessados em investir e fazer parcerias na Amazônia agora podem contar o Instituto Amazônia +21, que será lançado na próxima segunda-feira, (11), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM). O evento será às 8h em formato híbrido, com transmissão simultânea pelo Youtube da FIEAM no link (www.youtube.com/FIEAM).

Idealizado para tornar a região amazônica o principal vetor de desenvolvimento sustentável e da indústria verde brasileira, o Instituto Amazônia+21 foi anunciado em junho pelo seu principal articulador, o presidente da Federação das indústrias do Estado de Rondônia, Marcelo Thomé, em reunião na FIEAM. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e as federações de indústrias que compõem a Ação Pró-Amazônia integram a iniciativa.

“O Amazonas, assim como os demais estados da região amazônica, produz muita ciência e com importantes centros de pesquisas para produção cientifica, porém, em nível de informação, a Amazônia não está internalizada no país”, relatou o presidente da FIEAM, Antonio Silva.

O Instituto pretende articular grandes empresas e suas cadeias de produção, pequenas e médias empresas da região amazônica e os fundos privados e públicos com interesse de investir em empreendimentos sustentáveis na Amazônia.

Entre as ações a serem desenvolvidas pelo Instituto, Marcelo Thomé anuncia serviços de assessoria na aplicação de recursos para projetos sustentáveis, articulação de parcerias voltadas para a incorporação de novas tecnologias, consultoria técnica com base em critérios ESG (Environmental, Social and Governance) orientados por gestão eficiente de projetos, difusão de práticas ESG voltadas para a Região Amazônica e mensuração de resultados e impactos dos projetos implementados.

“Empresas do mundo todo procuram negócios sustentáveis e as maiores e melhores oportunidades estão aqui na região amazônica, por isso precisamos tomar a iniciativa, oferecer possibilidades e buscar conectar investidores com empresas locais e empreendimentos sustentáveis já instalados na Amazônia para realizar o nosso enorme potencial social, ambiental e econômico”, disse o empresário que também lidera o Conselho Temático de Meio Ambiente da CNI e preside a Ação Pró-Amazônia, que congrega as federações de indústrias dos estados da Amazônia Legal.

Os processos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Amazônia também são compromissos do Instituto. Segundo Thomé, o Amazônia +21 vai permitir um novo ciclo econômico de capacitação de pessoas, e melhorar o nível de competência profissional da população amazônica com foco na retenção desses talentos nas suas localidades. “Desenvolver capital humano e reter esse público na Amazônia é outro objetivo que queremos atingir” ressaltou ele.

Para contemplar as comunidades locais e populações tradicionais da Amazônia é um dos objetivos, daí a importância da participação dos nove estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do estado do Maranhão). A adoção cada vez mais frequente de critérios ESG exigirá do setor empresarial esforço de adaptação para poder aceder a financiamento e mercados. “O Instituto Amazônia +21 antecipa esse cenário, prestando assessoria qualificada a novas iniciativas que considerem essa tendência na sua estratégia de negócios”, destacou o empresário.