Em resposta à Afebras, que classificou o PIM como “sanguessuga estatal”, entidade lembra que indústrias locais fornecem mais de 90% de todo o concentrado vendido no país. Em resposta ao manifesto “contra a desigualdade mercadológica, a favor de uma tributação justa”, publicado na última segunda-feira (6), pela Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afebras), o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, destacou o papel fundamental do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) para toda a indústria nacional de refrigerantes, incluindo as próprias associadas da Afebras.

De acordo com o empresário, os incentivos fiscais constitucionalmente garantidos para as empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) são vitais para a sobrevivência, não só do setor de bebidas local, mas de todo o segmento de refrigerantes do país. Para o presidente da Fieam, o manifesto da Associação é “intempestivo e despropositado”. “As indústrias locais fornecem mais de 90% de todo o concentrado vendido para as centenas de pequenas, médias e grandes indústrias de bebidas espalhadas pelo Brasil. Como consequência, todos os fabricantes brasileiros de refrigerantes também se beneficiam das compensações geradas a partir dos créditos tributários”, lembrou o empresário. Sobre o Polo de Concentrados do PIM, Antônio Silva acrescentou ainda tratar-se de um setor que gera emprego, renda e dignidade justamente no interior do Estado, movimentando as cadeias de matérias-primas locais nas regiões onde a população mais necessita. Antônio Silva destacou também a falta de conhecimento, por parte dos representantes da Afrebras, com relação à realidade do modelo Zona Franca de Manaus. “Essa Afebras não sabe o que fala e não nos conhece”, reclamou Silva. “Não sabe o que fala e não nos conhece” Antônio Silva destacou também a falta de conhecimento, por parte dos representantes da Afrebras, com relação à realidade do modelo Zona Franca de Manaus. “Essa Afebras não sabe o que fala e não nos conhece”, reclamou Silva. O empresário lembra que o modelo é responsável pela preservação de 97% da floresta em território amazonense e pelos empregos de mais de 500 mil pessoas no Amazonas, além de outras tantas empregadas no restante do país que dependem do Polo Industrial de Manaus.

Associação de refrigerantes foi extremamente desrespeitosa “Ao se referir ao modelo Zona Franca de Manaus como uma fábrica de créditos de impostos, a associação é extremamente desrespeitosa com este que é um dos mais importantes e exitosos modelos de desenvolvimento do país”. Ele finaliza justificando que, o fim dos benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus, classificados pelo manifesto da Afebras como “injustiças tributárias”, poderia causar prejuízos incalculáveis, não só para a economia do Amazonas, mas para todo o país e o mundo. “O fim dos incentivos dificultaria a manutenção dos investimentos na região e colocaria em risco não apenas os milhares de empregos gerados pelas indústrias de bebidas não alcoólicas, como também a conservação da maior floresta tropical do planeta: a Amazônia”, concluiu.