Com um conglomerado de Indústrias, com base em São Paulo, o Grupo Ruberon desembarcou na Zona Franca de Manaus para revelar as razões pela qual o saudoso governador Gilberto Mestrinho dizia que o El Dorado –  mito da riqueza mineral exuberante na Amazônia – é verde. Sim, verde como a biodiversidade florestal que abriga 20% do banco genético da Terra. Pra começo de conversa eles compraram uma Usina de beneficiamento de látex, na Estrada de Iranduba, para agregar valor a toda produção de borracha nativa a partir deste ano. É claro que eles não vão parar por aí. O cardápio de espécies, além do leite da seringueira, inclui Castanha do Amazônia, óleos de buriti, Pau Rosa, Andiroba, Copaíba, para produção de cosméticos ou biofármacos ou produção de biodiesel. Em 10 anos, eles irão colher os frutos equivalentes a duas vezes o mesmo investimento e área utilizados pelo Agronegócio. Quem diz isso é Carlos Nobre, climatologista e membro da Academia Americana de Ciências e ex-dirigente do INPE.

LAMPARINA DE LED

Com certeza as empresas que compraram a Indústria de beneficiamento de Borracha foram pesquisar o que significa o termo Poronga na história do Ciclo da Borracha na Amazônia, quando a região compareceu com 45% do PIB com a exploração da seringueira. Poronga, ou lamparina, é um artefato vital na rotina diária dos seringueiros, utilizado para iluminar o caminho das árvores da fortuna, a Hevea brasilienses, que fez a Amazônia comparecer por 30 anos com 45% do PIB nacional. Um artefato feito de alumínio composto de um aro que se fixava na cabeça do seringueiro, obrigado a coletar de madrugada para evitar a coagulação do ouro branco. Iluminar novos caminhos de prosperidade na Amazônia é a expectativa deste Grupo Paulista, o Estado onde hoje existe a maior produção de borracha do Brasil, na região de Tupã e Marília.

NANOBIOTECNOLOGIA DE CLONES DA SERINGUEIRA

E se os seringueiros enfrentavam a escuridão de forma criativa e as ameaças da floresta com a teimosia que a necessidade da sobrevivência impõe, agora tempos são outros e as dificuldades da floresta se chama burocracia, um impasse artificial, que espalha danos e impede oportunidades para um país rico de recursos naturais e empobrecido pelo olhar vesgo de alguns de seus gestores. Daí a importância deste Grupo no Estado, onde toda a produção de borracha não atende a produção de 1 mês de uma fábrica de pneus. O Amazonas, hoje, fornece mudas de seringueira, vindas do município de Juruá, para a Embrapa Instrumentação de São Carlos, onde um laboratório de nanobiotecnologia produz clones específicos para plantio de seringueira que possam atender as demandas  da Indústria de pneus, artefatos hospitalares e preservativos. Sejam bem-vindos a floresta senhores investidores. Os ingleses, com os negócios da Borracha, produzidos em seus domínios asiáticos, agregaram 60% de valor a sua economia. Desejamos ene vezes mais de sucesso e lucros aos novos parceiros paulistas.