O Conselho Empresarial dos BRICS, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, apresentou na última quarta-feira (13), aos chefes de Estado reunidos na XI Cúpula dos BRICS, em Brasília, as propostas do setor privado para melhorar o comércio e facilitar investimentos no grupo. Definidas em consenso na véspera, as 23 propostas definidas devem fortalecer a cooperação e promover a integração comercial e o desenvolvimento econômico e social nos cinco países, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na quarta-feira (13), a CNI, responsável pela secretaria executiva da Seção Brasileira do Conselho Empresarial, reuniu, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), pelo menos 800 representantes de governos e do setor privado dos cinco países para debater três temas na agenda do bloco: comércio, infraestrutura e inovação.

Na avaliação do empresário Antonio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), que acompanhou a reunião, em Brasília, algumas das ações sugeridas devem trazer melhorias ao processo de exportação e importação entre os países membros, citando o reconhecimento mútuo de operadores econômicos autorizados no bloco.

Formado por nove grupos de trabalho, o Conselho Empresarial faz recomendações de melhorias no comércio entre os cinco países. Os grupos, que funcionam como órgãos consultivos do Conselho, são especializados nos temas: agronegócio, aviação regional, energia e economia verde, infraestrutura, desregulamentação, desenvolvimento de competências, serviços financeiros, manufaturados e economia digital.

O documento final com as recomendações do Conselho foram entregues aos chefes de Estado Jair Bolsonaro, do Brasil, Vladimir Putin, da Rússia, Narendra Modi, da Índia, Xi Jinping, da China, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul, no encerramento da XI Cúpula dos BRICS, nesta quinta-feira.