Com a meta de impulsionar as vendas no varejo brasileiro, principalmente entre o público mais jovem e conectado à internet, em novembro do ano passado, o Banco Central anunciou a criação do Pix. Desde então, o novo sistema de transações financeiras possibilitou a realização de operações em tempo real, em qualquer dia e horário, inclusive aos fins de semana e feriados. Atualmente, 67% dos adultos entre 20 e 39 anos já utilizam essa tecnologia, de acordo com o Banco Central.

Do total das transações realizadas no país em abril, 48% aconteceram na Região Sudeste. No total de 24% representaram transferências entre pessoas e empresas, chamadas de P2B.

A economista da Federação, Gabriela Martins, ressalta as vantagens do Pix em relação a outras formas de pagamento. “Por ser instantâneo, ele permite um controle mais efetivo das finanças por parte do empresário. Assim, é possível mensurar o fluxo de caixa e traçar as melhores estratégias para o negócio, como a criação de promoções e campanhas de estímulo ao uso dessa modalidade’’.

O Pix pode ser realizado a partir de uma conta corrente, poupança ou conta de pagamento pré-paga de um banco, empresa de tecnologia financeira ou instituição de pagamento. O sistema também requer o uso de smartphone ou computador. Em geral, as transações podem ser feitas por meio das alternativas: chave Pix, QR Code ou chave aleatória.

Pagamento instantâneo: em 99% das transações com Pix, os recursos são creditados em até dez segundos. Com isso, a modalidade melhora o fluxo de caixa, dando mais fôlego para as operações diárias.

Baixo custo: por ser gratuito para pessoas físicas, o Pix serve de estímulo a pagamentos de produtos e serviços.

Estímulo às vendas: por estar disponível 24 horas por dia, em todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados, o empresário pode aumentar as possibilidades de venda para o consumidor.

Movimento na economia: com o Pix Saque, é possível transferir o valor que deseja sacar para a conta de uma loja e retirá-lo em dinheiro. Já com o Pix Troco, previsto para o segundo semestre, o consumidor poderá pagar uma compra via Pix com valor superior ao do bem ou serviço e receber a diferença em espécie.

Mais segurança: o Pix oferece mais certeza para quem paga e recebe, uma vez que contribui para diminuir o fluxo de dinheiro em espécie e cheques, inibindo furtos a lojas e prestadores de serviços.