Sempre pautei minha vida profissional e particular pela precaução e pela reflexão mais profunda das minhas ações. Costumo pesar com cuidado todas as minhas atitudes e decisões, sem precipitação. A primeira providência que tomei, quando vários meios de comunicação da mídia divulgaram com açodamento a redução do crédito dos fabricantes de refrigerantes do país – ao adquirir o concentrado produzido na Zona Franca de Manaus (ZFM) -, foi pedir aos meus assessores que examinassem com esmero o Decreto n° 10.923, de 30 de dezembro de 2021.
Assim o resultado da análise dos técnicos da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), em conjunto com os da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), deu origem à Nota de Esclarecimento da FIEAM, em que explicamos que o referido decreto coligia, isto é, reunia todas as alterações efetuadas por outros decretos em um só, harmonizando e consolidando o tratamento, assim como fixava na tabela anexa ao referido decreto, a alíquota de 8% para os produtos classificados no código 2106.90.10 Ex 01. Ou seja, não havendo por parte do Governo Federal quaisquer mudanças nos incentivos fiscais concedidos à indústria de bebidas da ZFM, que compõem o segmento de componentes e insumos para a produção de refrigerantes em todo o país. A informação incorreta induziu a erro de interpretação, que felizmente não prosperou, eliminando esse possível problema no início do ano.
Este ano prenuncia diversas dificuldades a serem enfrentadas face ao aumento das incertezas em relação à questão fiscal, ao aumento da inflação e a ameaça de recrudescimento da Covid-19 com nova onda de casos. Embora nós permaneçamos otimistas, as previsões dos especialistas não são boas para o ano em curso, haja vista a crescente desigualdade no país, agravada pela pandemia e pela não sustentação da recuperação econômica. Conforme declara o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, “a redução do Custo Brasil é fundamental para o setor produtivo”.
Sendo imperativo modernizar e ampliar a infraestrutura, a fim de obtermos custos competitivos que possam desemperrar o crescimento e superar os problemas conjunturais do nosso país, normalizaras cadeias de fornecimento de insumos e componentes, estancar a extinção dos empregos, melhorar o ambiente de negócios com políticas que atraiam investimentos produtivos, para possivelmente atingirmos neste ano a projeção otimista de crescimento da economia brasileira em 1,2%, e numa previsão mais pessimista de uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 0,1%.
A falta de um melhor planejamento somada a um ano de eleições são problemas que minam as chances de retomada do crescimento econômico. Esperamos que não haja surpresas desagradáveis neste ano de 2022 para o modelo de desenvolvimento adotado na ZFM, para que possamos desempenhar o nosso trabalho de forma positiva, concretizando nossas esperanças de melhores resultados na área socioeconômica.

Por: Antonio Silva /Presidente do Sistema FIEAM