A questão ambiental está cada vez mais importante no mundo dos negócios. Os países, principalmente europeus, participam com bastante empenho na moção internacional que almeja a construção de uma política econômica que preserve e mantenha recursos naturais, utilize tecnologias limpas e processos produtivos sustentáveis, em que o setor produtivo pratique gestão ambiental e responsabilidade socioambiental.

Os custos ambientais provocados pela produção desordenada e danosa ao meio ambiente são considerados pelos consumidores, ao verem que o mundo enfrenta atualmente uma grave transformação do clima, causada pela exaustão crescente dos recursos naturais, perda de biodiversidade, aumento da poluição do ar e da água, degradação dos solos e aumento avassalador dos desmatamentos que comprometem os ecossistemas.

A consciência ecológica da população brasileira também já desperta um novo paradigma socioambiental no segmento empresarial. Ciente de que este é um mecanismo importante e essencial para ingressar e permanecer no mercado, o setor industrial percebeu que é imprescindível uma inovação de atitude diretamente ligada ao meio ambiente e geradora de oportunidades econômicas.

A Zona Franca de Manaus (ZFM), neste particular, apresenta desde sua criação uma tendência tácita ao desenvolvimento sustentável, principalmente pelo tipo de industrialização implantado no seu polo industrial, que utiliza o mínimo de recursos naturais, reduzindo o impacto ambiental, minimizando a poluição e ainda promovendo a geração de empregos e a criação de novas tecnologias capazes de tornar a produção mais eficiente do ponto de vista econômico e ambiental. Nós exploramos muito pouco, na propaganda e divulgação dos nossos produtos, o fato de que a ZFM preserva o meio ambiente e realiza efetivamente uma alternativa econômica contra a devastação da floresta. Precisamos aproveitar esses fatores climáticos e ecológicos em discussão no mundo como um todo, para justificar a importância e manutenção necessária do nosso modelo de desenvolvimento, capaz de gerar muitos benefícios, não só para o Brasil, mas também para o mundo.

Em estudo realizado pela Comissão Global de Adaptação, em 2019, foi estimado que a adaptação à mudança climática tornaria rentável economicamente um investimento de US$ 1,8 trilhões em medidas de adaptação, trazendo um retorno de aproximadamente US$ 7,1 trilhões.

Embora a pandemia tenha causado inúmeras perdas e prejuízos econômicos, acredita-se que a elaboração, por parte do Governo, de pacotes de estímulo econômico bem estruturados, poderia promover uma recuperação da economia com baixo impacto ecológico e sem consequências desastrosas ao clima.

A ZFM tem, comprovadamente, proporcionado ao longo de sua existência a preservação ambiental, impedindo o desmatamento no Amazonas e a degradação da floresta, gerando empregos e opções de negócios, aumento de investimentos e grande capital de biodiversidade com importante peso político internacionalmente para o Brasil.

 

 

Por: Antonio Silva/Presidente do Sistema FIEAM