Com seu modelo de gestão posto no desafio ao troféu 500 pontos pelo segundo ano, o Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII) abriu o terceiro e último dia de apresentações do Prêmio de Qualidade Amazonas, nesta sexta-feira, 5, expondo o modelo de gestão implementado para desenvolver as ações de planejar, gerenciar, controlar e executar atividades relacionadas com a investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos.

Atuante no âmbito da aviação civil em sua área de jurisdição, a Amazônia Ocidental, que integra os estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, a organização tem se desafiado na categoria 500 pontos desde 2020, saindo da avaliação inicial (250) destinada a instituições públicas que se iniciam em práticas de gestão. A organização pública agora compete com as instituições, em estágios intermediários, que possuam práticas de gestão em implementação, implementadas ou disseminadas e que tenham interesse em conhecer o grau de maturidade da instituição.

No Comando da Aeronáutica (Comaer), o Seripa VII está subordinado operacionalmente ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e administrativamente à Base Aérea de Manaus (Bamn). Com o objetivo de direcionar esforços, a capacidade preventiva e investigativa, além de nortear as ações de seu efetivo, o chefe do Serviço Regional, tenente coronel Antonio Carlos Neves Trigueiro, explicou o monitoramento da implementação dos planos de ação.

De acordo com ele, quinzenalmente, são realizadas reuniões funcionais que abordam todas as ações correntes e planejamentos necessários para a consecução dos objetivos e planos de ação propostos com vistas ao atendimento das metas de curto, médio e longo prazo.

“Todas as seções e assessorias do Seripa VII são responsáveis pelo monitoramento, análise, avaliação e desempenho dos indicadores, conforme o estabelecido no Programa de Trabalho Anual (PTA). Assim, mensalmente, os indicadores de desempenho são atualizados no Sistema de Gerenciamento de Projetos (GPAER) bem como são realizadas as reuniões para críticas de desempenho dos indicadores do PTA, conforme calendário de análise crítica dos indicadores”, explicou.

Com evolução na gestão e nas práticas desafiadas pelo PQA, ao longo dos três anos de participação da organização, a coordenadora do Prêmio Qualidade Amazonas (PQA), Erlen Montefusco, ressalta o desempenho do Seripa VII para mensurar a prevenção e mapeamento de onde nascem as ocorrências aeronáuticas e do entendimento ao longo dos anos de possíveis melhorias dentro da gestão que impactam no Serviço Regional.

“Percebo que ao longo dos anos, pelo sistema de monitoramento deles, é possível mapear onde nasce o problema e com isso fazer ações mais certas daquilo que eles precisam melhorar de forma preventiva para os aviões de pequeno porte. Conseguem informações de incidentes – mapeamento de fluxo – construção de processo para repassar aos outros – tudo isso nasce das ocorrências de incidentes”, relatou ela ao acrescentar que é possível mensurar, sim, a prevenção. “É possível porque ela nasce com base nas ocorrências aeronáuticas”.

Rumo ao ouro com Yamaha

Para melhorar a eficiência nas linhas de solda chassi, com a Yamaha Motor da Amazônia, e o projeto para redução do consumo de gás no processo de fundição, com a Yamaha Motor Componentes, a empresa, uma das maiores empregadoras do Polo Industrial de Manaus (PIM), apresentou projeto no terceiro dia da Mostra da Qualidade Amazonas.

Com o objetivo principal de produzir mais produtos com menos recursos disponíveis e aumentar a eficiência das linhas de quadro completo, além de melhorar a rentabilidade do setor e da empresa, a soldadora do setor de Produção da Yamaha, Tatiana Bastos, explica que para justificar a execução do projeto, a equipe estratificou a planilha de custos para entender as perdas de R$ 61.412, e o investimento de R$ 132.350 para obter o ganho de R$ 413.638.

As perdas mapeadas no projeto são de retrabalho de peças nos robôs devido folgas entre peças, excesso de sujeiras e interrupções frequentes para limpeza, ajuste de programação, cortinas de segurança e dispositivos de solda, perdas por deslocamento e espera, resultando em um valor acima de R$ 61 mil.

Microempresas em ação nos processos

O supermercado Yroyak, com as suas duas unidades (Ponta Negra e Vieiralves), estreou sua participação no PQA com duas apresentações, uma de melhorias para evitar perdas e desperdícios no supermercado e outra de melhoria no índice de habilidades dos líderes.

O restaurante Gaúchos Churrascaria, empresa Visteon e a veterana Tutiplast encerraram as apresentações da 22ª Mostra de Gestão e Melhorias para a Qualidade nesta sexta-feira. Também realizaram suas exposições a Águas de Manaus e a Panificadora e Conveniência Mestre do Pão. Os resultados das melhores práticas de gestão e processo das micro e grandes empresas este ano serão anunciados no dia 3 de dezembro em evento no SESI Clube do Trabalhador.