Seguiremos deitados no berço esplêndido da bioeconomia? Não faz sentido e já passou da hora. Os ingleses não foram bandidos e sim inteligentes. E longe de serem amaldiçoados pelo sequestro das sementes da seringueira – a lendária árvore da fortuna, a hevea brasilienses –  deveriam receber nossos aplausos pelo pioneirismo da industrialização inteligente da biodiversidade: as luvas hipodérmicas que ajudaram o mundo a ser mais asséptico e os pneus que ajudaram a economia a andar mais rápido, são dois entre milhares de produtos da borracha. Sabe quantos inventados no Brasil? Zero. Nem o futebol, uma invenção dos índios da Amazônia, que se divertiam chutando bola de sernambi, tivemos capacidade de patentear. O esporte Amazônia é chamado de bretão, inventado pela Grã-Bretanha. Pode? 

 

CONJUGANDO O VERBO EMPREENDER NO PRESENTE

Ora, a seringueira é uma das milhares de plantas com benefícios surpreendentes na Amazônia. Cosméticos, alimentos e fitoterápicos, ou seja , saúde. Os  ingleses levaram as sementes para os laboratórios de Kew Gardens, um magnífico parque no oeste londrino, antes de cultivarem extensivamente nos seringais asiáticos. Ali, mais de 100 mil espécies amazônicas, levadas pelos Viajantes da Coroa, seguem – discretamente – nos laboratórios de bio-nano-info-tecnologia – alimentando a bioindústria de Sua Majestade.

 

OS VISIONÁRIOS DO NOVO MILÊNIO 

Quem tem capacidade de olhar coisas tão óbvias e delas fazer negócios, nos chamamos de visionário. É o caso dos ingleses. Fizeram o simples: a mimese, ou seja, imitação da natureza que multiplica ativos econômicos de saúde, juventude, nutrição orgânica, de acordo com a demanda ambiental e do mercado. Imitar ou refinar a dinâmica reprodutiva natural é o mais antigo e rentável caminho dos bons bionegócios.

 

INVESTE ZFM, INVESTE AMAZÔNIA! 

Quem tem 20% do banco genético da Terra não tem direito de ser pobre. Não importa chorar as oportunidades do leite derramado. Não importa  a forma vesga com que esta região é tratada na narrativa de governantes passados.. Como se a geografia do Brasil ainda parasse em Minas Gerais e, dali para frente – e esta é uma boa notícia – não dá mais para ficar na desculpa da ignorância. Todo mundo já descobriu, há muito tempo, que chegou a hora de entender/decifrar/degustar/precificar o resto do território nacional e continental florestal, a Amazônia. Chegou a nossa vez. Todos os investimentos aqui tem taxa de retorno fascinante. InvestZFM, Investe Amazônia!