A Zona Franca de Manaus teve no início do mês de maio o retorno de 50 mil trabalhadores do Polo Industrial de Manaus, que com muita esperança de dias melhores, voltaram as atividades nas fábricas, mesmo sendo o mês com maiores índices de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus na cidade de Manaus. Segundo matéria divulgada no site da UOL, outros 35 mil retornarão ao polo industrial nos próximos 20 dias.

Manaus sofre um colapso funerário e seu sistema público de saúde, por causa do vírus. De acordo com o Governo do Estado do Amazonas, mais de 2.400 corpos foram enterrados nos cemitérios públicos da cidade durante o mês de abril. O isolamento social é defendido por Infectologistas brasileiros para que o coronavírus seja contido.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), já se colocou favorável a radicalizar a medida e estabelecer o lockdown (bloqueio total). O Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Cieam (Centro das Indústrias do Amazonas) e Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), confirmaram a retomada dos trabalhos na Zona Franca de Manaus.

Abertura de comércios

De acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, são 22,132, casos confirmados e 1,491 mortes no Amazonas por covid-19. Na última semana o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), apresentou um plano para retomada gradual das atividades econômicas no comércio de Manaus e região metropolitana, para que não ocorresse o risco de uma nova pandemia. A medida gradual da volta dos comércios, seria feita com cautela para que a economia também não seja afetada de forma drástica.

O anúncio ocorreu um dia depois de Lima declarar que pediu ajuda financeira à ONU (Organização das Nações Unidas) para fortalecer o sistema de saúde. A Câmara Dirigentes dos Lojistas em Manaus (CDL), disse que uma nova decisão mostra a necessidade de dar continuidade à adoção de medidas de segurança, e autoriza os shopping centers de Manaus a estabelecerem pontos de coleta de compras eletrônicas em seus estacionamentos, em formato de guichês. Os shoppings deverão garantir um sistema de funcionamento para que a compra, pagamento e saída não ultrapasse 15 minutos e que o consumidor não desembarque do veículo.

Ainda de acordo com a decisão há também uma alteração nas normas para os estabelecimentos de peças automotivas, materiais elétricos e de construção. As medidas têm por finalidade restringir a circulação e aglomeração de pessoas de maneira para diminuir o número de casos em todo o Estado. Por meio de nova decisão e necessidade de dar continuidade à adoção de medidas de segurança, ficam prorrogadas, a suspensão das seguintes atividades no âmbito do Estado do Amazonas, recreação e lazer, mas continua permitido que farmácias e serviços essenciais continuem funcionando. As medidas têm por finalidade restringir a circulação e aglomeração de pessoas, para assim, diminuir o número de casos do Covid-19 em todo o Estado.

Medidas de segurança

O ex-ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta apontou a circulação de pessoas na Zona Franca, especialmente de estrangeiros, como um dos fatores que pode ter impulsionado os casos de covid-19 em Manaus, antes do isolamento social que obrigou as fábricas a fecharem as portas. A ZFM reúne cerca de 600 indústrias que, juntas, geram mais de 500 mil empregos diretos e indiretos.

O estado do Amazonas precisa, e muito, da economia e da arrecadação de impostos da produção das indústrias da ZFM. A paralisação das atividades fez com que a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) fizesse a previsão de que a arrecadação do mês de maio, caso se mantivesse a paralisação da indústria e do comércio, poderia ser de até 40% a menos “Este mês haverá queda real discreta, conforme já havia mencionado.

O economista que avalia a volta do comércio e da indústria estimulam a retomada da economia do estado do Amazonas.